sábado, 28 de agosto de 2010

1ª Semana de Trabalho

Depois de 15 dias, cá estou eu de novo =P Após minha primeira semana de trabalho oficial aqui na missão, tenho algumas coisas pra contar. É realmente um grande desafio compartilhar um andar (cozinha, banheiros e quartos) com outras 10 pessoas de diferentes culturas e hábitos. Ainda estou tentando me encontrar... e às vezes um refúgio só meu faz falta (quando me sinto triste ou simplesmente gostaria de estar um pouco sozinha, sabe?). Mas, ao mesmo tempo, é algo bastante inspirador poder ouvir tantas histórias, tantos chamados, tantas experiências de provisão e dependência de Deus. 
Estou responsável por duas garotinhas no momento (uma coreaninha de 3 anos e uma canadense de 8, que em uma semana vai começar a ir pra escola). Os primeiros dias não foram fáceis, considerando a diferença de idade entre elas... encontrar brincadeiras/atividades que pudessem conciliar os distintos interesses foi praticamente impossível! Fiquei bem desapontada no começo, tentando entender o que estava fazendo errado; mas, aos poucos as coisas foram se ajustando. Na verdade, eu estava bem perdida com tantas coisas novas ao meu redor...precisando de um pouco de "ar puro" pra respirar. Agora está tudo bem, graças a Deus.
Uma coisa interessante que aprendi sobre os coreanos é que, ao casarem, eles mantém os nomes exatamente como eram; visto que esse é o vínculo deles com as famílias e a forma de manter a tradição de respeito absoluto e honra aos familiares. Ou seja, nada desse negócio das esposas adquirirem o sobrenome do marido ou vice-versa (como hoje é possível fazer). Quando os filhos nascem, o sobrenome do pai é dado a eles, e a regra se mantém. Outra coisa que aprendi é que eles não chamam as pessoas pelo nome, geralmente, mas sim pelo relacionamento/vínculo com a pessoa. Por exemplo, a coreaninha não me chama pelo meu nome, mas sim 선생 님 - san seng neem - professora. =P Nomes são usados quando o relacionamento é realmente muito próximo e as pessoas são bem amigas, pelo que entendi. 
Já a outra garotinha tem sido minha professora de inglês huahuah Tenho aprendido muitas coisas sobre pronúncia ou mesmo expressões com ela. Ela gosta de me ensinar ;] É interessante considerar o que se passa na cabeça das crianças quando os pais são chamados para servir a Deus em outras culturas, em outros países, longe dos amigos que são cultivados durante anos... Não acho que seja algo fácil. MESMO. É uma tarefa que requer muita sabedoria o suporte que os pais precisam dar aos filhos nessas condições, e talvez pudesse existir algum tipo de orientação direcionada especificamente a essas crianças, que por vezes são obrigadas a amadurecer muito rápido em certas áreas e comportamentos. 
Além desse monte de coisa, tenho desenvolvido minhas habilidades na cozinha e tarefas domésticas (finalmenteeee! /o/o/o/). Nossa, é muito bom =] Continuo indo à igreja que estava indo no começo quando cheguei... tenho tentando vencer a timidez e fazer amigos, mas é muito difícil! Agora tem duas jovens que estão morando aqui na casa... uma está dividindo o quarto comigo e é um pouco mais velha, a outra é um pouquinho mais nova. Quem sabe esses amigos eu consiga realmente guardar...? Espero que sim.
Enfim, só queria dizer o quanto o cuidado de Deus é incrível e absolutamente completo. Ele nunca falha. :) Ainda não sei até quando estarei aqui, mas tem sido uma experiência muito valorosa. 
Saudade do Brasil. Saudade do namorado que está passeando... Saudade de minha preciosíssima família e amigos. 
Abraços calorosos a todos. 



sábado, 14 de agosto de 2010

Recomeço

Sim! Não consigo acreditar, mas já faz 10 dias que estou de volta em Hamilton, em minha nova "casa" =] . A casa em que a missão realiza suas atividades é bem grande, então, tem duas famílias que moram aqui  permanentemente, e a cada semestre vêm de diferentes partes do mundo os chamados "candidatos" para fazerem o curso de orientação e, quem sabe, se tornarem missionários pela WEC. 
O novo curso de orientação vai começar dentro de uma semana, então, tenho trabalhado bastante junto com a missionária que coordena a organização da casa, arrumando e limpando quartos e banheiros, pra que tudo esteja bem organizado quando o pessoal chegar. Nada mais de falar em português durante o dia... isso agora é só durante as conversas com o Paulo e minha família, o que tem sido ótimo no sentido de forçar meu inglês a se desenvolver. Tenho aprendido uma porção de palavras e expressões =] 
Além disso, tenho crescido em outras coisas... fazer compras (no mercado), cozinhar, lavar roupa... uma parte da vida que eu ainda não tinha explorado muito tem se revelado pra mim como algo muito interessante e divertido! ^^ 
Enfim, em todas as coisas Deus tem cuidado muito de mim... E eu sei que não mereço. Aiai. essa graça... essa graça! Em breve terei muito mais coisas pra contar, considerando que minha desconhecida futura companheira de quarto está pra chegar, bem como o outono, e o resto do pessoal =P 
Saudade... uma saudade bem grande, mas, ao mesmo tempo, felicidade pelo privilégio de poder estar aqui vivendo tudo isso. 

Beijo pra vocês. =]


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

2ª parada: Québec City - Início da nova etapa

Em frente ao Château Frontenac - Québec
Bandeiras azuis e brancas, com flores-de-lis - essa é a marca da província de Québec. Não tem como não perceber a influência da colonização francesa sobre a cultura, a língua e a história da região... "Je me souviens" ("eu me lembro") é o slogan encontrado em todas as placas de carro e contém uma mensagem muito mais profunda do que parece ser. O fato de o Canadá ser um país bilíngüe não é à toa; pelo contrário, está em muito ligado a uma série de conflitos entre britânicos e franceses. Como um acordo final, os britânicos propuseram aos franceses que ficassem com uma parte do país e eles só aceitaram com a condição de que pudessem preservar a cultura e a língua. Dito e feito. Por todos os lados, os canadenses quebecois se lembram desse tratado e dos conflitos sangrentos que aconteceram, de modo a lutarem de todas as formas para neles manterem vivas as marcas da França. 
A cidade de Québec é maravilhosa! Todo mundo deveria separar um tempinho na vida pra conhecê-la. Tudo tão organizadinho, que parece de brinquedo =P Foi um tempo muito gostoso ali. Foi meu último tempo também com os Almeidas. Que difícil a despedida, viu?! Ficou com certeza a marca da saudade. Aprendi muito com eles, e vi a fidelidade de Deus de forma concretíssima na vida deles. Posso contar pra quem quiser ;]
Agora, depois de 10 horas de viagem de trem, estou de volta a Hamilton, dando início a uma nova etapa nessa minha aventura. Sem português, sem "família", sem compromissos. Com expectativas, com alegria, com a certeza de que Ele está a frente de tudo, com inglês o tempo todo, com muitas chances de crescer, e muita muita muita vontade de amadurecer. 

Ahhhhhh! De resto, a saudade. 
MUITA saudade.

Beijos!